8 de setembro de 2013

Após boa recepção em Salvador, ‘Cuíca de Santo Amaro’ começa a circular pelo interior da Bahia

Após boa recepção em Salvador, ‘Cuíca de Santo Amaro’ começa a circular pelo interior da Bahia
por Marília Moreira

Como contar, em um documentário, a história de um personagem real que tem poucos registros em imagem? A pergunta foi uma das primeiras a que os cineastas Josias Pires e Joel Almeida se submeteram antes de aceitar o desafio de realizar um filme sobre o trovador e jornalista popular Cuíca de Santo Amaro, nascido em 1907, em Salvador, no bairro da Mouraria.
Com uma trajetória em temas da cultura popular e em documentários televisivos, Josias Pires desde sempre se mostrou interessado nessa figura que preencheu as ruas de Salvador dos anos 40 e 50 com seu grito, suas vogais arrastadas e seu ritmo peculiar de contar as histórias da cidade. É o verbo, aliás, que conduz boa parte do filme “Cuíca de Santo Amaro” – que está há três semanas em cartaz nos cinemas de Salvador e que começou a rodar pelo interior da Bahia semana passada –, seja pelas entrevistas que conduzem boa parte da história e dão corpo à personalidade do comunicador popular, seja pela narração de alguns versos contidos nos raros folhetos de cordel assinados por Cuíca ainda acessíveis. 

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