22 de agosto de 2013

Prefeitos de Ipirá e Pintadas assumem compromisso contra “lixão”

No acordo, os prefeitos também admitem que têm ocorrido impactos visuais e estéticos à paisagem 

lixão
A promotora propôs 27 cláusulas que deverão ser atendidas pelos prefeitos sob pena de multa diária de R$ 1 mil | FOTO: Meramente Ilustrativa |

As Prefeituras de Ipirá e Pintadas, cidades próximas à região da Chapada Diamantina, têm 18 meses para implantar aterros sanitários ambientalmente adequados e para apresentar ao Ministério Público estadual o Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. O compromisso foi assumido nesta quarta (21), pelos respectivos prefeitos Ademildo Almeida (PT) e Edenivaldo Ferreira Mendes (PT), em acordos firmados com a promotora de Justiça Rosana Moreira, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Ipirá.

Em cada um dos dois Termos de Compromisso, a promotora propôs 27 cláusulas que deverão ser atendidas pelos prefeitos dentro dos prazos estipulados, sob pena de multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento. O acordo prevê que o Plano de Gerenciamento deverá ser publicado no Diário Oficial e terá que atender o mínimo exigido pelo artigo 19 da Lei 12.305/2010. Os prefeitos também se comprometeram a incentivar, organizar e estruturar as cooperativas de catadores de lixo para viabilizar o processo de reciclagem, com a geração de renda aos trabalhadores.


Já dentro de 30 dias, as Prefeituras devem dar início a campanhas de educação ambiental junto à população quanto a temas como coleta, transporte, disposição, geração e reciclagem do lixo. Até o segundo semestre do próximo ano, os municípios já deverão contar com Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad) para subsidiar a desativação dos lixões, que apenas deverá ser executado após avaliação e aprovação técnica do MP. Todos os prazos contam a partir de hoje.

A proposição e assinatura dos Termos vieram após a instauração de inquérito civil que apurou poluição do solo, da água e do ar, causada pela destinação inadequada dos resíduos sólidos nos famosos “lixões”, onde há “proliferação de maus odores, urubus, moscas e outros prováveis vetores de doença”. No acordo, os prefeitos também admitem que têm ocorrido impactos visuais e estéticos à paisagem, além de reconhecerem que a adoção de aterros sanitários só funcionam quando associados à coleta seletivas ou à unidades de triagem e/ou compostagem, adicionadas a ações educativas.

Com informações do MP/BA, Via Jornal da Chapada

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Participe do blog deixando sua mensagem, nome e localidade de onde escreve. Agradecemos.