27 de junho de 2012

SE CORRER O BICHO PEGA E SE FICAR...

"É Chico ofendendo Francisco e o povo ali no meio, assistindo como a uma partida de Ping-pong"
Agora somos nós, o povo, que estamos encrencados. São tantos candidatos disputando os cargos de prefeito e vereador que não temos um critério para escolher em quem votar. Aqueles que já ocuparam anteriormente os cargos públicos, já deram uma mostra para o eleitor das suas peripécias durante o mandato e se conseguiu ou não atender aos anseios e necessidades da coletividade. 
 
No entanto, cada eleição aparece mais candidato desconhecido da comunidade e como passe de mágica são projetados na política local. Isso ocorre principalmente como resultado de uma manipulação de prefeitos e prefeitas que não podem mais concorrer às eleições e alimentam a esperança de continuar mandando através de um testa de ferro qualquer. Não é fácil para nós eleitores conhecer em tão pouco tempo e reconhecer nesses candidatos, a dignidade de nossos votos.

Para piorar a situação, esses candidatos, nunca apresentam uma proposta de governo escrita e declarada. Constituem seus discursos todos na oralidade e sempre sobre o relato do que o prefeito que o apóia fez ou deixou de fazer. Como conseqüência, os partidos de oposição sentem-se ameaçados pelo ”dinheiro da máquina rolando solto” e se unem em torno de um único nome para enfrentar a situação.

 Não é preciso citar exemplo de quais municípios da Bahia isso acontece, pois me parece ser uma prática bastante comum na cultura de fazer política nesse Estado. O problema, é que o candidato a oposição também não apresenta propostas consolidadas de governo, mantendo um discurso de crítica em cima do gestor municipal, sinalizando falhas e falcatruas que só ficamos sabendo mediante o advento desse circo eleitoral instalados nos quatro meses que antecede as eleições.

É Chico ofendendo Francisco e o povo ali no meio, assistindo como a uma partida de Ping-pong. O fato é que a palavra o vento leva, o discurso oral na política é o primeiro a ser levado pelo vento do esquecimento. É preciso deixar de falácias e entregar ao povo as propostas de governo que possam exclarecer às intenções desses candidatos e a Internet está aí para facilitar tudo.

Os candidatos a vereador precisam dizer quem são, o que fazem e qual é o compromisso político que assumem ao se candidatarem a um cargo público.   Não podemos esquecer que é o direito ao voto que coloca esses candidatos em nossas mãos porque depois, seremos nós que estaremos nas mãos deles. Deus nos ajude!

Cátia Garcez  
Artista plástico, professora e colaboradora do blog

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