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Sandro Sena no projeto de replantio na Universidade do Estado da Bahia - Uneb. |
O projeto, batizado como “ReCaatingar”,
pretende valorizar o bioma da caatinga, devastado desde o período colonial. A
caatinga brasileira é um extenso bioma nordestino, ímpar em todo o planeta, com
quase 900.000 quilômetros quadrados. Não precisa ser grande especialista para
perceber que muitas áreas da caatinga foram totalmente modificadas pela ação
humana, sofrendo um ressecamento acentuado.
Serra Preta é um dos municípios
baianos situado no bioma da caatinga. Sua economia pastoril foi determinante
para o avanço devastador da caatinga. Nos anos 40, muitas matas do município
foram cortadas e sua madeira vendida em Feira de Santana. Muitas árvores foram
parar nos fornos das indústrias feirenses, principalmente no setor de
panificação.
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Em Serra Preta, professor Diógenes Silveira pesquisa a situação do município. Foto: Sandro Sena |
A cidade de Serra Preta foi batizada com este nome em homenagem ao sombreamento que sua zona urbana recebia das florestas laterais. É possível, ainda hoje, avistar mata nativa na Serra Grande - ponto culminante do município com seus 619 metros de altitude. Além das montanhas, há pequenas reservas florestais ao longo do rio Paratigi e do rio da Pedras.
Porém, a realidade ecológica do
município de Serra Preta é crítica. A devastidão é regra e pouca existe
discussão a respeito, inclusive na rede de ensino pública. Segundo o agricultor rural Eraldo, conhecido
como Tica de Elói, a geração passada só pensava em desmatar. A prática continua
com o que sobrou e ainda tem fazendeiro que adota o veneno para matar a
vegetação nativa.
Os professores do projeto ReCaatingar têm noção do desafio. Sabem da realidade e resistência que vão encontrar pela frente, mas acreditam na mudança de mentalidade ambiental em Serra Preta. Segundo Sandro Sena, a ideia inicial é ter atitude prática e aposta no incentivo ao plantio de árvores como estratégia transformadora. Os professores pretendem envolver boa parte da população nas boas práticas do plantio.
O município possui muitas agrovilas e quatro distritos.Essas áreas urbanas do município serão, a médio prazo, espaços de atuação do projeto, que terá a Universidade do Estado da Bahia, Uneb, como parceira. Mas para os idealizadores, o sucesso do ReCaatingar dependerá muito da participação dos moradores. “Vamos buscar alternativas, dialogando com pessoas que queiram recuperar áreas degradas e descaatingadas”, avalia Sandro Sena.
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