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Sem nenhum equipamento de segurança, homem destrói casarão em Feira de Santana |
Um vídeo que circula nas redes sociais, onde
um operário em condições precárias destrói um casarão antigo em Feira de
Santana, causa revolta e críticas de vários internautas. Não foi possível saber a data e os motivos, mas é a expressão da
decadência. Assistir ao operário, em condições análoga do trabalho escravo, destruir um patrimônio histórico é sinônimo de uma autodestruição, uma antropofagia.
A cidade de Feira de Santana é uma das
cidades baianas que menos respeitou seu passado arquitetônico. Pouco se
restaram de seus casarões. O prédio que aparece sendo destruído no vídeo é o antigo
prédio da Capesca, segundo o professor de história Paulo Fernando e morador da
cidade. “Infelizmente, Feira de Santana cuida do seu patrimônio histórico do
mesmo modo que cuida da questão ambiental”, ironiza Fernando.
Ao assistir o vídeo, é possível se lembrar
dos fundamentalistas islâmicos que destroem obras históricas por questões
religiosas. “Aqui se destrói tudo. Patrimônio histórico em Feira é expressão
demoníaca para o poder público e para uma velha elite que não se modernizou.
Uma velha elite de cerca de curral cujos descendentes seguem no mesmo atraso”,
opinou pelas redes sociais o professor acadêmico e ex-vereador de Feira de
Santana Marialvo Barreto.
Nenhuma autoridade responsável comentou o
triste episódio. Não sabemos se autorização teve o proprietário sobre a
demolição. “Triste ver o patrimônio histórico da cidade sendo demolido por
falta de manutenção e por falta de consciência dos que deveriam preservar”,
analisou o professor de matemática Paulo Murilo. Já a internauta Velany
Bispo escreveu que é “triste destruir uma história de Feira”.
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