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| Milhares de jovens protestam no Rio de Janeiro |
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| O jornal 'Brasil de Fato' tem edição favorável aos manifestantes |
Os protestos contra o aumento da tarifas de ônibus tomam
conta de muitas capitais do Brasil. Destaque para São Paulo e Rio de Janeiro pelo
acirramento entre manifestantes e as forças policiais do Estado. As manifestações
aos poucos se estendem também a grande mídia comercial. Para muitos
manifestantes, a mídia tenta desqualificar o movimento perante a população.
Chamadas editadas por jornais comerciais circulam pelas
redes sociais caracterizando os manifestantes como vândalos, violentos,
agressores, intransigente, etc.
Manifestantes encurralam equipe da TV Globo
Grupo também hostilizou repórter do site de VEJA e dirigiu insultos aos jornalistas
Uma equipe da TV Globo foi encurralada por manifestantes por volta das 19 horas desta quinta-feira, no protesto contra o aumento das passagens de ônibus na capital carioca – a tarifa foi de 2,75 para 2,95 reais. A manifestação, que reúne algumas centenas de pessoas em marcha pela Avenida Rio Branco – a principal do centro do Rio – seguiu tranquila na maior parte do tempo. Nesse momento, no entanto, um grupo de jovens decidiu se insurgir contra cinegrafista e repórter, que documentavam o ato. Uma parte dos manifestantes iniciou – e foi acompanhada – de xingamentos como “ei, Globo, vai tomar...”
Revista Veja
A repórter Pamela Oliveira, do site de VEJA, também foi hostilizada. Um dos manifestantes se aproximou e perguntou para qual veículo a jornalista estava trabalhando. Ao saber que se tratava de VEJA, começaram os insultos.
A atitude expõe a visão que uma parcela dos manifestantes tem do que é liberdade de expressão: para eles, só é livre para se expressar quem fala a favor, ainda que, nesse caso, os jornalistas se limitassem a apenas observar.
Adp: Revista Veja


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